domingo, 7 de agosto de 2016

A carta (em resposta para ele) #4

(...)  Eu não me casei e muito menos tenho filhos, talvez pela minha profissão com ênfase em relacionamentos, (algo novo por aqui) e confesso que a cada dia me espanto com os relatos que eu ouço dos meus queridos pacientes e o medo de eu estar ali, do outro lado da história, me deixa atordoada. Por isso, acabei afastando qualquer chance de me relacionar (é como dizem: santo de casa não faz milagre).

     Ed, eu bem sei que esses 6 anos não foram fáceis par ambos, mas colhemos o que plantamos e estou felicíssima pela sua colheita profissional, é um merecedor de tudo que está acontecendo contigo e não se desculpe de nada que já passou. Se for para tranquilizar a vossa mente culpada, fique sabendo que eu não guardo mágoas, pois como forma de me equilibrar, eu tento fazer com que os meus pacientes não errem como erramos em nosso relacionamento... É como se eu estivesse refazendo a nossa história, conscientizando as pessoas a darem valor ao que realmente é importante na vida, como uma Psicóloga, creio que estou fazendo da melhor forma possível e eu sempre me emociono com os resultados positivos no dia a dia dos casais que eu acompanho... (continua)