quinta-feira, 14 de julho de 2016

A carta (para ela) #1

PORTO VELHO, 16 DE JUNHO DE 1966

   Amor,
(Depois de tanto tempo sem escrever eu não sabia se podia ainda te chamar assim... resolvi arriscar).

   Deixo de dizer boa noite, bom dia ou boa tarde, pois gostaria que estas palavras fossem doces cumprimentos, que eu em sua companhia, cuidando de você, deveria te dar. Adoraria que em todas as horas que venhas a pensar em mim e que de repente resolva se indagar a cerca do porquê de tudo ter se encaminhado da maneira que se encaminhou, medite nas palavras que seguem.

  Eu me recordo de tudo o que vivemos nos quatro anos em que estivemos juntos. Recordo-me de cada toque, beijo e aceno que trocamos naquele velho Campus e no apartamento que dividimos. Éramos criativos, imaginativos e cheios de energia... (continua)