quarta-feira, 29 de abril de 2015

Do nada

Eu não penso e nem sinto nada. 
Não sei se é por falta de algo que me motive.
Que me faça sair do lugar.
São tantos medos, que o nada me parece o refúgio certo.
Mas eu reconheço a ausência de algo.
Ou alguém.
Andar pela estrada vazia, é bom em dias quentes.
Mas no frio, o vazio é notável.
E o nada, aparece sorrindo.
Eu não o chamei.
Mas acho que mora em mim.
Desde o momento que eu joguei tudo pro ar.
E... Nada voltou.